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Artigo - Multilateralismo e o desenvolvimento sustentável
Publicado por Monica em 27/4/2017 (64 leituras)
Alicia Bárcena – Secretária da Comissão Econômica para
a América Latina e o Caribe 

O fim do ano passado e o início do atual trazem impressos rastros de mudanças muito significativas e enormes incertezas, ainda que também registrem alguns consideráveis avanços e grandes oportunidades tanto em nível global, como para a América Latina e o Caribe. 

A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e seus 17 objetivos (ODS), aprovados em setembro de 2015 pela Assembleia Geral das Nações Unidas, representam um importante caminho rumo à construção de novo e ambicioso consenso da comunidade internacional em torno da necessidade de maior cooperação para corrigir assimetrias e consolidar um sistema multilateral aberto, sustentável e estável. 

A Agenda 2030, civilizatória, universal e indivisível, coloca no centro a dignidade e a igualdade das pessoas e, portanto, requer a mais ampla participação de todos os atores, incluindo os Estados, a sociedade civil e o setor privado. 

O atual contexto, marcado pelo enfraquecimento do multilateralismo, o retorno do protecionismo e o aumento de movimentos políticos extremistas, diminui os avanços de tal consenso global, apresenta um grave desafio para a economia mundial e coloca em risco o cumprimento dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. 

Em nossa região, enfrentamos um cenário complexo de menor crescimento econômico, com notáveis avanços, como o processo de paz na Colômbia, e também grandes incertezas no futuro político e econômico da região, em um ano de eleições e à espera de votação-chave. 

A conjuntura econômica desfavorável e os baixos níveis de investimento que impactam a produtividade e limitam a mudança estrutural necessária para avançar rumo a um novo estilo de desenvolvimento ameaçam as conquistas sociais alcançadas pelos países de nossa região nas últimas décadas, particularmente a redução da pobreza e da desigualdade. 

Nisso é preocupante, já que hoje em dia a pobreza ainda afeta 175 milhões de latino-americanos e caribenhos, 75 milhões dos quais enfrentam cotidianamente a extrema pobreza. Por isso, é urgente que a agenda civilizatória para a igualdade que envolve a Agenda 2030 tenha identidade e domicílio na América Latina e no Caribe. 

Que a partir de nossa história e condições, a partir de nossa rica diversidade e esperanças compartilhadas demos visões nossas, instituições nossas e priorizemos as emergências que nossa realidade suscita. A Cepal tem enfatizado que não somente no social se transforma o social e que a gestão macroeconômica e as políticas industriais, de inovação e tecnológicas são cruciais para resolver os problemas sociais. 

Tampouco a produtividade e a mudança estrutural ocorram somente no campo econômico. De fato, o investimento social aumenta a produtividade e gera externalidades positivas em todo o sistema, enquanto sua falta acarreta custos e perdas de renda. Na dimensão ambiental. 

Os países da região devem orientar seus esforços para elevar o investimento e fortalecer as capacidades tecnológicas nos países em desenvolvimento, com o objetivo de dissociar o crescimento do produto interno bruto do aumento das emissões de gases de efeito estufa e outros contaminantes por meio de um grande impulso ambiental. 

Nesse contexto, os países de nossa região, compreendendo a urgência dos desafios que enfrentam nessa conjuntura e a necessidade de impulsionar a voz da região nos fóruns globais sobre desenvolvimento sustentável, criaram o Fórum dos Países da América Latina e do Caribe sobre o Desenvolvimento Sustentável que busca propiciar, por meio da troca de experiências, boas práticas e aprendizagens compartilhadas, a colaboração entre pares e impulsionar uma implementação íntegra, coerente e mais eficiente da Agenda 2030. 

O Fórum, que teve ontem (26) a sua primeira reunião e vai até amanhã (28), no México, é um mecanismo anual que desenvolve nova metodologia de participação de atores múltiplos e seus resultados serão uma contribuição regional ao Fórum Político de Alto Nível, que se reúne a cada mês de julho em Nova Iorque. 

Esse Fórum proporcional um espaço em que os países da região podem refletir sobre quais serão as suas estratégias e prioridades de desenvolvimento a médio e longo prazo, fortalecendo também a integração regional como uma ferramenta essencial para enfrentar os desafios do contexto global. Hoje, mais do que nunca, deve ser promovida e ampliada a cooperação e a integração sobre bases multilaterais.

A Agenda 2030 e os ODS são universais não somente no sentido de procurarem incluir todos os países, mas também quanto ao seu cumprimento que só faz sentido se pensado em escala planetária. São também os esforços nacionais que podem ser impulsionados ou severamente comprometidos se não houver cooperação global regional. 

Fonte: Jornal Correio Braziliense – Edição de 27 de abril de 2017
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